HOMOLOGAÇÃO DE DIVÓRCIO – Brasileiros no exterior.
Em mais de uma ocasiao o tema veio ate mim recentemente; portanto, me pareceu util incluir neste espaco detalhes juridicos sobre a situacao de brasileiros que decidem divorciar-se no exterior (infelizmente, muitas vezes em decorrencia de momentos dificeis em um processo de expatriacao.) Abaixo o link com informacoes do portal consular:
The Telegraph: Increased salaries and improved quality of life do not go hand in hand for expats
The biggest incentives for moving abroad are to find a better way of life and to boost earning potential. But these two benefits are rarely found together, a HSBC Bank International survey has revealed.

According to a HSBC Bank International report on expat experience, while the majority of expats questioned claimed that increased financial gain and career opportunities were their key reasons for becoming an expat, the countries which provide these improvements tend not to satisfy quality of life expectations.
Saudi Arabia, Qatar and Russia are the most popular countries for those citing financial gain and career progression yet rank in the bottom five of 25 countries in the quality of life league table.
In contrast, expats moving to countries that score well on the quality of life league table, such as South Africa (3rd), Spain (6th) and France (7th) are much less appealing as destinations to those looking for financial gain.British citizens top list for visa-free travel
There are exceptions to the rule: expats living in Bahrain and Bermuda both scored particularly well for quality of life, scoring 2nd and 5th respectively, as well as featuring in the top quartile of this year’s HSBC Expat Economics league table.
BRICs (Brazil, Russia, India and China) and the Middle East were found to be the most difficult expat locations to set up in, taking into account a range of factors such as the ease of setting up their finances, healthcare, accomodation and utilities. South Africa, followed by Canada proved to be the easiest countries to do this.
The only area South Africa-based expats found difficult to set up was their finances, where nearly a third admitted having problems when first relocating.
India was ranked as the most difficult country for expats to set up in overall, with adjustments to the new culture and lifestyle something expats found particularly challenging.
4,127 expats from more than 100 countries worldwide took part in the Expat Experience survey by HSBC Bank International, making it the largest of its kind.
27 de maio de 2010
Por Nathalia Goulart
Priscilla tem nove anos. Allan, seu irmão, seis. Devido ao trabalho do pai, executivo em uma multinacional, os dois já viveram na Suíça, Estados Unidos e agora estão de volta ao Brasil, onde nasceram. Não por muito tempo. Filhos de um americano e uma francesa, Priscilla e Allan Stalker fazem parte do grupo conhecido como third culture kids (TCKs) – ou crianças de uma terceira cultura -, aquelas que passam parte da infância e da adolescência longe de seu país e cultura de origem.
As constantes mudanças já se expressam no modo de ver o mundo das crianças. Priscilla, por exemplo, diz sentir-se brasileira, mas admite preferir os Estados Unidos como lar. Além disso, diz que não se incomodará quando tiver de, mais uma vez, mudar de país. “Eu já me acostumei. E vou gostar de ir para outro lugar”, conta, em português, depois de uma rápida conversa em francês com a mãe. Na visão desta, o garoto Allan, devido à pouca idade, se sente ainda mais “internacional”.
Isabelle acredita que seus filhos têm sorte por vivenciar tantas experiências culturais distintas ainda tão jovens. “Eles têm mais capacidade de se acostumar e de respeitar as diferenças”, diz. Outra vantagem é a fluência em três idiomas. “Eles olham para mim e sabem que devem falar em francês. Já com o pai, é em inglês. Entre os amigos e com a babá, só em português. As TCKs são as crianças do futuro”, resume.
Para minimizar os eventuais efeitos de tantos câmbios, muitas famílias optam por colocar seus filhos em escolas internacionais. Ali, as crianças mantêm contato com outras que vivem a mesma situação. É o caso da Chapel School, em São Paulo, que reúne 700 estudantes de 30 nacionalidades. “Estas crianças já não se sentem parte do país em que nasceram”, diz John Ciallelo, diretor da Chapel. ”Por outro lado, desenvolvem muita afinidade com aqueles que passam pela mesma experiência”. Para auxiliar na adaptação, as instituições internacionais tendem a combinar a filosofia de um país estrangeiro com a da nação em que estão sediadas.
Cisne ou patinho feio? – Não há dúvida de que o multilinguismo é uma vantagem das TCKs. Mas a aventura cobra seu preço também. Elas podem sofrer com falta de identificação com uma só cultura, como lembra Maria Laura Balbikian, argentina casada com um italiano e mãe de três filhos. “Se você me perguntar do que os meus filhos sentem mais falta, eu diria que são de raízes”, revela. “Eles se acarinham menos pelas coisas, se enraízam menos. A vida mostrou a eles que eles são cidadãos do mundo”, conta. Além do Brasil, Lucas, Nicolas e Ignácio Balbikian já viveram na Argentina e no Chile. Outra mudança dentro de pouco tempo é dada como certa.
A pesquisadora americana Ruth E. Van Reken avalia que a longa temporada no exterior pode provocar conflitos na formação da identidade da criança. “Como naquela história do patinho feio que na verdade era um lindo cisne, mas não sabia disso até estar entre cisnes , as TCKs podem ter dificuldades em identificar qual cultura, entre as tantas que conhecem, define melhor sua identidade”, diz a pesquisadora. Confira a entrevista com a especialista.
Brice Royer entende bem os “efeitos colaterais” de ser uma TCK. Filho de pai franco-vietnamita e mãe etíope, ele viveu em sete países distintos antes de atingir a maioridade. Aos 19 anos, desenvolveu uma doença que o impossibilitava de mexer as mãos. Cumpriu uma longa jornada em busca da cura, até finalmente ouvir um diagnóstico: o mal era psicológico, resultado de tantas mudanças e da falta de raízes. “Os médicos diziam que eu ia morrer. Mas descobri que sofria porque não sentia que pertencia a qualquer lugar, grupo ou cultura”, conta. “Eu estava sozinho, incompreendido e não conseguia me relacionar com as pessoas”. Após a recuperação, Royer criou a comunidade TCKid.com (leia mais a respeito), que ajuda mais de 21.000 crianças e jovens a lidar melhor com as constantes mudanças de endereço.
Nem sempre, é claro, os efeitos da experiência são tão severos. Cabe aos pais, é claro, pesar prós e contras. Nascidas no Brasil, as gêmeas Carolina e Mariana Bilia, de nove anos, cedo partiram para Chile e depois Argentina. Agora, aos oito anos, acabam de chegar à África do Sul, onde devem permanecer por mais dois ou três anos. O primeiro laço com a cultura materna perdido foi a língua: elas não dominam o português. “Se tivesse que voltar ao Brasil, teria dificuldades. Hoje, lido melhor com o inglês”, conta Mariana. Para a mãe, Denise Bilia, apesar das dificuldades, as filhas colherão frutos da experiência. “Elas têm a cabeça mais aberta, terão uma bagagem que uma criança que sempre viveu na mesma cultura jamais terá. Isso será um diferencial”, diz.
John Ciallelo, da Chapel School, concorda. “Eu vejo estas crianças assumindo posições de liderança no mundo”, afirma o diretor. O TCK Royer, também. “Devido às condições em que fomos criados, podemos nos adaptar muito facilmente a cidades, países, pessoas e culturas antes desconhecidas”, diz. ”Assim, podemos construir pontes culturais”.
Sonhar ajuda a consolidar a memória
Tengo la suerte de tener a una abuelita – italiana, de 95 años - y me acuerdo que cuando yo era niña, siempre que ella me veia memorizando algo para un exámen me decia: “Pero por que estudiás? cuando yo tenia tu edad, lo único que hacia era leer mis apuntes con mucha atención justo antes de acostarme a dormir. Y al despertarme, lo primero que hacia era volver a mirarlos y… listo!” Mi abuelita nunca me comentó si soñaba con el tema leído, pero resaltaba: “siempre me fue bien!”.
A pesar de que el blog haya sido creado como un espacio para discusión y reflexión acerca de las vivencias relacionadas a la expatriación, como muchas lo saben he investigado las expatriadas utilizandome de sus sueños como importante herramienta. Aclarado mi interés en el tema, les adjunto articulo publicado en iG sobre interesante investigación acerca de la relevancia de los sueños.
Estudo indica importância dos sonhos nos processos de consolidação do que é aprendido
Agência Fapesp | 26/04/2010 17:24
Sabe-se que o sono é importante para a consolidação da memória e aprendizagem. Agora, um novo estudo indica o papel dos sonhos nesses importantes processos.
Coordenado por pesquisadores do Beth Israel Deaconess Medical Center, nos Estados Unidos, os resultados do trabalho indicam que os sonhos podem ser a forma que o cérebro adormecido tem de dizer que está ocupado em pleno trabalho de consolidação da memória. A pesquisa foi publicada na edição on-line da revista Current Biology.
“O que nos deixou entusiasmados é que, após quase um século de debates sobre a função dos sonhos, esse estudo mostrou que os sonhos são a maneira de o cérebro processar, integrar e realmente compreender novas informações”, disse Robert Stickgold, um dos autores do estudo.
“Os sonhos são uma clara indicação de que o cérebro adormecido está trabalhando com memórias em múltiplos níveis, incluindo formas que terão um impacto direto na melhoria da execução de tarefas aprendidas”, apontou.
Os cientistas examinaram 99 voluntários que foram submetidos a atividades em um videogame em três dimensões, no qual tinham que navegar por cenários virtuais com o objetivo de chegar o mais rapidamente possível à saída.
Após o treinamento inicial, os participantes foram divididos em dois grupos: o primeiro tirou um cochilo com média de 90 minutos e o segundo permaneceu acordado em atividades tranquilas. Em diversos momentos, os integrantes do segundo grupo eram questionados sobre o que estavam pensando. Os que tiraram uma soneca diziam depois o que lembravam de seus sonhos.
Cinco horas depois, os participantes repetiram o procedimento completo, com o exercício virtual e a sequência com soneca ou atividade tranquila. Os resultados surpreenderam os pesquisadores.
Os que se mantiveram acordados não mostraram melhoria no rendimento dos exercícios feitos posteriormente, ainda que tivessem pensado no mesmo durante o período de descanso, o que, em teoria, daria mais chances de se sair melhor.
Dos que dormiram, aqueles que não descreveram sonhos relacionados ao mundo virtual no qual interagiram também não apresentaram melhoria no aproveitamento dos exercícios. Mas os que sonharam com os ambientes tridimensionais tiveram uma melhoria considerada dramática, dez vezes superior aos que dormiram e não sonharam com o exercício.
“Os que sonharam descreveram cenários diversos, como pessoas em pontos específicos nos ambientes, de estar perdido em uma caverna ou mesmo de ouvir a música de fundo do game”, disse Erin Wamsley, outro autor do estudo.
Segundo os cientistas, os resultados indicam que não apenas o sono foi necessário para consolidar as informações, mas que os sonhos se mostraram como uma espécie de reflexo da atividade cerebral intensa nas tarefas de consolidação da memória.
“Mas não estamos dizendo que quando se aprende algo é o sonho o responsável. Em vez disso, aparentemente, quando temos uma nova experiência ela dispara uma série de eventos paralelos que faz com que o cérebro consolide e processe as memórias”, disse Stickgold.
Pesquisa: onde os gringos querem morar
Estudo aponta os bairros preferidos dos estrangeiros enviados a trabalho para São Paulo
Por Henrique Skujis – Veja SP 14/04/2010
O francês François Gilliot, a mulher, Elisabeth, e os filhos, Claire e Clement por Mario Rodrigues Executivos franceses gostam de casas com jardim, nos arredores do Parque do Ibirapuera. Americanos preferem condomínios fechados na Chácara Flora e costumam contratar empresas de segurança para avaliar o local antes de assinar contratos de locação. Os japoneses optam por apartamentos — com banheira — na região do Paraíso. Já os alemães priorizam áreas verdes como o Alto da Boa Vista. Essas são algumas das particularidades descobertas num levantamento da empresa Anglo Americana Imóveis, que há sete décadas lida com forasteiros abonados enviados a trabalho para São Paulo. “Os setores de construção, petróleo e automobilístico garantem movimentação constante de expatriados na capital”, diz Amir Makansi, sócio-diretor da imobiliária, que conta com corretores fluentes em espanhol, inglês, francês e alemão. “Mesmo quando a sede da empresa no Brasil fica em outro estado, é praxe montar uma base na cidade.” Desde 2005, o Ministério do Trabalho e Emprego concedeu 2425 autorizações a expatriados com nível de gerência e direção para trabalharem no estado — quase a totalidade deles fixa residência na capital por, em média, dois anos. Muitos se apoiam em empresas especializadas para garantir que a adaptação ocorra sem sobressaltos. “Procuramos o imóvel conforme a nacionalidade e o estado civil do cliente”, afirma Makansi. Os solteiros, por exemplo, buscam bairros com vida noturna agitada, como Jardins, Itaim e Vila Nova Conceição. Os casados priorizam a proximidade da escola dos filhos. Costumam optar pela Zona Sul, onde ficam algumas escolas internacionais, caso da Graded, Chapel, Humboldt e Waldorf. Outro fator levado em consideração é o orçamento oferecido pela matriz para a locação do imóvel. Conforme o cargo do funcionário, pode variar de 4000 a 50000 reais mensais para gastos com aluguel, condomínio e IPTU. Celina Sampaio, diretora da The American Society, associação que congrega estrangeiros de língua inglesa na cidade, calcula que executivos de alto escalão, como presidentes de grandes companhias e bancos, custam às suas empresas mais de 100000 reais por mês — além, claro, do salário. “Esse valor inclui o aluguel, a mensalidade do colégio e as despesas com motorista, jardineiro e segurança.” Normalmente, esse último quesito é o que mais preocupa. “A GM, por exemplo, não permite que seus funcionários morem em casa, mesmo dentro de condomínios”, diz Celina. Muitas matrizes americanas contratam especialistas em segurança antes de definir a localização do imóvel de seus funcionários. “Se eles encontram alguma vulnerabilidade no prédio ou no bairro, cancelam o negócio”, confirma Makansi. Corretora especializada em imóveis para executivos estrangeiros, a argentina Daniela Ramos cumpre a função de apresentar imóveis aos clientes, mas sempre acaba levando-os para conhecer a “cultura paulistana”. Os dois primeiros pedidos, diz ela, são quase sempre os mesmos: experimentar rodízio de carne e feijoada com caipirinha.
Churrasco com vizinhos franceses
François Gilliot, francês que há um ano trabalha para um banco estrangeiro na capital, vive com a mulher, Elisabeth, e os filhos, Claire e Clement, em uma casa cercada de verde no Jardim Lusitânia, nos arredores do Parque do Ibirapuera. Tem vizinhos da mesma nacionalidade, com quem costuma fazer “churrasco brasileiro”, ir a restaurantes (é fã da pizzaria Quintal do Bráz) e a museus como o da Língua Portuguesa e o do Futebol. Além do trânsito, o que mais o surpreendeu foram as águas de fevereiro, março, abril… “Não sabia que chovia tanto em São Paulo.”
“Aqui, caminho numa boa”
Depois de viver em Nova York, Tóquio e Jacarta (Indonésia), o canadense Gregory Moore não se assustou com o tamanho de São Paulo. Escolheu morar no Residencial Morumbi por indicação de expatriados conterrâneos, além de australianos e americanos. “O mais importante foi a proximidade da escola dos meus filhos”, diz ele, que já se acostumou a demorar mais de uma hora para chegar à sede do National Australia Bank, na Vila Olímpia. “Fazer o quê? Podia ser pior”, conforma-se. A insegurança não o incomoda. “Nova York, há quinze anos, era muito mais perigosa. Ninguém tinha coragem de usar o metrô. Aqui, caminho numa boa.”
No Paraíso, e com banheira
Ricardo Tsuchida não é executivo nem expatriado. Mas é o responsável por todos os executivos expatriados da Komatsu, empresa japonesa de tratores, escavadeiras e motoniveladoras. Na hora de escolher a localização da casa de seus clientes, não titubeia: “Tem de ser no Paraíso”. O motivo é a concentração de orientais no bairro. “E por aqui passam os ônibus para o Campo Limpo, onde fica a Sociedade Japonesa de Educação e Cultura, a escola japonesa.” O que mais complica seu trabalho é a obrigação de encontrar apartamentos com banheira. “Dos banhos de imersão eles geralmente não abrem mão.”
Expat’s Corner en el Canal Femenino de iG
Después de una larga ausencia – por un simple problema de clave de acceso a mi blog…- vuelvo con el tema del Síndrome de Ulises. A pesar de la mirada curiosa de las expats presentes en mi exposición en la librería Cultura, no he podido extenderme demasiado en este tema, así que me utilizo de este espacio para hacerlo.
Cuando hablamos de mujeres expatriadas nos referimos, en líneas generales, a mujeres que pasan (o han pasado) por un proceso de emigración dentro del contexto de relación de pareja, acompañándola en su desplazamiento por motivos profesionales. Uniendo mis vivencias personales a mi práctica clínica y de investigación, me apoyo en los trabajos del Prof. Dr. Josefa Achotegui[1] para afirmar que las migraciones presuponen en muchos casos niveles tan altos de stress que pueden llegar a superar la capacidad de adaptación de los seres humanos. Las personas que pasan por esa vivencia son candidatas a padecer el Síndrome del Inmigrante con Estrés Crónico y Múltiple o Síndrome de Ulises, en alusión al héroe griego de la Odisea de Homero, que paso por sufrimientos y adversidades lejos de sus seres queridos (volveremos a esto más adelante). La categoría diagnostica se elaboro con base en la problemática de los inmigrantes, mayormente clandestinos en España, pero en el presente post pretendo acercarla a la realidad de las expatriadas.
Dos definiciones se hacen necesarias:
1. Stress: un desequilibrio importante entre las demandas ambientales, como son percibidas por un individuo, y sus capacidades de respuesta;
2. Duelo: proceso de reorganización de la personalidad que tiene lugar cuando se pierde algo significativo para el individuo.
Por lo tanto, correlacionando los dos conceptos tendríamos que “el duelo es un estrés prolongado e intenso”[2].
La expatriación presupone ganancias – algunas para el ejecutivo, otras también para su familia – como pueden ser el aprendizaje inter-cultural, incluyendo un nuevo idioma; incremento de responsabilidades con correspondiente reconocimiento económico; beneficios y ayudas de costos que posibilitan ahorros substanciales que serian inalcanzables en el país de origen, entre otros. Es decir, comparativamente al proyecto de los inmigrantes clandestinos en general, la expatriada tiende a proyectarse en una realidad futura en que predominarían los aspectos positivos y los riesgos estarían controlados o minimizados.
Pero que pierden las expatriadas?
Están descriptos 7 duelos clásicos que se darían en mayor o menor grado en todos los procesos migratorios:
- la familia y los seres queridos
- la lengua
- la cultura
- la tierra
- el estatus social
- el contacto con el grupo de pertenencia
- los riegos para la integridad física.
Lo que se observa en los procesos de expatriación es que, a pesar del aparente intento de controlar las variables que puedan influir en la no adaptación de los ejecutivos y sus familias, los duelos supramencionados no pueden ser subestimados. Es indudable que la expatriada sea privilegiada en muchos aspectos, pero además de ser el eje central de una familia en adaptación a otra cultura, dándole soporte a los hijos y esposo, todos los duelos tienen que ser igualmente enfrentados, con o sin apoyo en términos de salud mental.
El riesgo a la integridad física podría ser considerado menos evidente en las expatriaciones que en las migraciones en general, considerando el esperado soporte logístico y financiero que presupone dicho proceso. Entretanto, la violencia que permea ciudades como Sao Paulo o Ciudad de México, por ejemplo, implica en un mayor esfuerzo adaptativo por parte del extranjero.
Cuanto a la dificultad en la elaboración (superación) de los duelos, existen diferentes niveles y el individuo que presenta un cuadro de Síndrome de Ulises sería el más extremo de los casos. La experiencia es tan problemática que no es elaborable, pues supera sus capacidades de adaptación. Cuanto a los síntomas del Síndrome, pueden ser tanto psíquicos (la soledad, el miedo, el temor al fracaso del proyecto migratorio…) como somáticos, revelando la conexión entre el stress social y la salud mental. A diferencia del inmigrante clandestino que es considerado – equivocadamente – un problema social, al que se mira, dependiendo del contexto social, con pena o hasta como la personificación de todos los males, la expatriada frecuentemente convive con un sufrimiento oculto, no
comprendido, ignorado, y hasta ridiculizado. Cuando me propuse investigar el tema desde la perspectiva de la psicologia analitica, y en seguida llevar algunos tópicos para discusion en el congreso latinoamericano, más de un profesional – aclaro, psicólogo – lanzó el comentario: “Pero por que sufren estas mujeres, que tienen todo!?”
La riqueza de la mitología es la posibilidad que nos ofrece de ver reflejada la experiencia humana en la vida de los dioses y semidioses. Muchos son los paralelos posibles entre los traslados vividos por los emigrantes y el viaje de Ulises, el héroe navegante que parte de Ítaca en dirección a Troya, dejando a su familia, con la esperanza de un día volver. La Odisea es repleta de simbolismos y nos relata los altibajos vividos por el héroe, que, como todos nosotros viajeros, se lanza simultáneamente en un viaje literal y simbólico, haciendo de su jornada una oportunidad de travesía por el camino del autoconocimiento.
Como ilustración, les describo el pasaje en que Ulises se encuentra con la ninfa Calipso[3]. Se trata del momento en que Ulises vivencia alivio y felicidad después de muchas desesperanzas, bajando sus defensas, como hace el extranjero en el momento en que comienza a vivir el presente en el lugar de destino, llegando a disfrutar de las nuevas posibilidades que el contexto le ofrece. En determinado punto de su viaje, “Calipso toma Ulises como amante y él se queda con ella por siete anos, porque no tenía medios para escaparse. La diosa Atenea envía Hermes, mensajero de los dioses, para explicar a la ninfa que era llegada la hora de dejar que su visitante siguiera su camino. Calipso, a pesar de reluctante en perderlo, sabía que debía obedecerlo, así que le dio a Ulises material para que confeccionara una jangada, le dio comida y bebida y invoco un viento suave para llevarlo de vuelta a Ítaca”. En las palabras de las propias expatriadas, son los instantes en que ellas se sienten “inmortales”, superando los momentos hostiles vividos y las preocupaciones futuras, como puede ser la vuelta a sus propias “Ítaca”, y se entregan a los privilegios ofrecidos por el momento presente[4].
La problemática del regreso, tan bien ilustrada por Homero, es también un generador de ansiedad para muchas expatriadas. Ulises vuelve a Ítaca como
consecuencia a una maldición del Cíclope de regresar como un extranjero a su tierra; Ulises vuelve como un desconocido y disfrazado de mendigo. Es la metáfora del crecimiento que implica el viaje del héroe, que ha cambiado tanto que ya no pertenece al lugar de origen. El vuelve al punto de partida de la aventura pero no es el mismo que partió. El viajero, la expatriada, vuelve a su lugar que no es el mismo lugar. “Volvemos a la mortalidad cuando volvemos a nuestro país, por eso no sé si quiero volver un día…”, declara una expatriada. “Quiero volver a mi ciudad, me encantan las vacaciones, pero volver a vivir allí… me aburre la misma gente, todo igual, nada cambia, y nosotros que vivimos tanto…pero no me imagino viviendo toda la vida así, de un lugar a otro, no quiero que mi hija viva así siempre”, lamenta otra. En las palabras de Descartes[5], “Cuando se concede demasiado tiempo a viajar, se acaba por convertirse uno en extranjero en su propia patria.”
En su artículo[6], Artegui cita el siguiente pasaje “:…Ulises, para protegerse del perseguidor Polifemo, le dice ‘preguntas cíclope cómo me llamo…, voy a decírtelo. Mi nombre es Nadie y Nadie me llaman todos…’ (Odisea Canto IX)”, y, siguiendo con su análisis sobre los inmigrantes clandestinos, afirma que no puede haber salud mental en un contexto en que “para sobrevivir se ha de ser nadie, se ha de ser permanentemente invisible, no habrá identidad ni integración social.”. Volviendo a la experiencia con las expatriadas, a pesar de la clandestinidad no ser un tema pertinente, en la mayoría de los casos acceder a una visa de trabajo no es una realidad, lo que las deja al margen del mercado laboral. Son inumeros los ejemplos del impacto negativo de esa etapa de transición en sus identidades. En mi reciente trabajo de investigación[7], he podido recopilar relatos como “yo
soy alguien, no soy solamente la mujer de!”, refiriéndose a la manera como las experiencias de vida consolidadas anteriormente a la expatriación – su identidad profesional, principalmente – son ignoradas o subestimadas.
El objetivo del post fue acercarlas a esa nueva condición clínica que contempla los problemas de salud mental asociados a la situación específica del inmigrante que no logra adaptarse a su nuevo entorno. Como les mencione anteriormente, el término Síndrome de Ulises se aplica a los casos más críticos de no superación de los duelos intrínsecos a las migraciones, expatriaciones en este caso. Afortunadamente, muchas son las ganancias posibles a través de la expatriación que – como toda experiencia de vida- nos ofrece como alternativa el camino de la creatividad, nos ofrece la posibilidad de trabajar en la reconstrucción de la identidad y retomada del proceso de crecimiento personal algunas veces interrumpido por el duelo.
[1] Profesor Titular de la Universidad de Barcelona. Director del SAPPIR (Servicio de Atención Psicopatológica y Psicosocial a Inmigrantes y Refugiados) del Hospital de Sant Pere Claver de Barcelona. Vila i Vilá 16. Barcelona 08004.
Director del Postgrado “Salud mental e intervenciones psicológicas con inmigrantes, refugiados y minorías” de la Universidad de Barcelona.
[2] El síndrome de Ulises. El síndrome del inmigrante con estrés crónico y múltiple. Achotegui, Josefa (Hika, 186zka. 2007ko martxoa)
[3] Website: www.mundodosfilosofos.com.br
[4] Los relatos de expatriadas citados en el post se refieren a datos colectados en investigación realizada por la autora: “Como la expatriación afecta la vida psíquica de las parejas de profesionales residentes en SP”, expuesto en el V Congreso Latinoamericano de Psicología Junguiana, Sep/2009, Santiago de Chile.
[5] René Decartes (1596-1650), matemático y filósofo francés.
[6] Idem ref. 2
[7] Idem ref. 4

